Fina fera

“Magro (?) bicho, olho duro, espessa baba, latindo pra lua o seu capricho.”

É de uma saudade não eletrônica. Ainda pensa em estar perdida entre as pernas, adiou sentir aquele frêmito do incômodo que fazia bem, mas como um remédio antimonotonia ela permite que um quadrado virtual com sua imagem, seus movimentos e risos, o reapresente novamente, presente, mas não tanto como ela queria. Composto de elementos do Olimpo combinados de um mortal corpo vultoso, ele a deixa torta e a faz se queixar à lua, só a noite é que sabe que a vida não tem jeito.

É de uma truculência. Carne, corpo, carne. Os corpos sustentam o silêncio e evitam mentiras e falsas justificativas, não falam de nada, não falam, são bárbaros distantes de qualquer domesticação, permanecem no real estado de natureza do querer irracional. Ainda é cedo, continuam falando (e vendo…) o que não deviam.

 

~ por Nathany em 13/04/2009.

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